sábado, 19 de agosto de 2017

OLHEM PARA O CÉU


OLHEM PARA O CÉU


Sim, estão ocorrendo terremotos demais, erupções vulcânicas demais, desastres naturais demais, as estações estão alteradas, e todos com as intensidades agravadas cada vez mais. São sinais do final dos tempos, não há dúvida sobre isso. Porém, nossa Mãe querida nos pede para olhar para cima, no céu, nas estrelas, onde seguramente um grande sinal irá surgir, definindo para aqueles de boa vontade, o início da segunda vinda de Jesus.
Façamos portanto, o que Nossa Senhora está pedindo através de seus profetas: Olhem para o céu!
Olhem para o céu! Mais precisamente no dia 23 de Setembro e verão as palavras de Deus escritas pelas estrelas. Palavras estas ditas por um Anjo a outro anjo terreno chamado João, aquele que Jesus mais amava. O final dos tempos está se cumprindo diante de nossos olhos, com este grande sinal da Mulher vestida de Sol.
Para nós humanos é muito mais fácil erguer a cabeça e olhar para o céu, do que todos os outros animais, porque o homem é o único animal que não precisa dobrar o pescoço para ver as estrelas, além obviamente de muitas outras coisas que nos tornam extremamente superiores do que qualquer outra criação. Mais um motivo para olhar e apreciar o que vai acontecer.
Reconciliem-se com Deus! Fiquem em paz com Jesus de Nazaré. Se esforcem para cumprir os dez preceitos escritos em pedra pelo dedo de Deus e entregue a Moisés no Monte Sinai.
A vida em carne passa, mas a vida em espírito não passa. Cuidem da alma que está dentro deste Templo do corpo humano, não lhe dêem pesos insuportáveis, onde com os quais, será impossível chegar até as alturas no Reino sem fim.
O Criador nos dá sinais para que acordemos de nossa letargia espiritual, porém desta vez não se trata de um simples aviso dos Céus. Não. Desta vez este grande sinal será com certeza um milagre monumental.
Porque será que o Criador quis ordenar os planetas para ocorrer exatamente neste dia mês e ano? Como qualquer coração entregue à verdade, sabe que não existem coincidências ou casualidade no universo, nenhuma gota de chuva cai onde Deus não quer, e nenhuma gota de chuva deixa de cair sem que Ele saiba. Não existe sorte, ou imprevisto em nossa vida, a não ser o nosso livre arbítrio, a nossa vontade, aquilo que desejarmos fazer será feito porque fomos criados livres e inteligentes. Não somos robôs com um destino traçado mesmo antes de nascer, pensar assim é um grande erro,  seria o mesmo que rebaixar Deus a um ser incapaz de criar com sabedoria. È uma ofensa a Deus e a nossa própria inteligência, imaginar que já estamos todos escolhidos ou condenados, mesmo antes de viver a vida.
Sendo assim, como podemos imaginar que este evento grandioso no céu é um simples acontecimento estelar sem qualquer relevância? È preciso tratar este acontecimento com seriedade, com humildade e com estrita perspicácia.
Devemos desejar viver a outra vida com Deus, e não esta com Satanás nos cutucando pelas costas, tentando nos distrair e cometer enganos irreparáveis.
Desejar a eternidade em espírito na paz.
Desejar morrer para viver depois com o Criador.
Mas para chegar a este fim é necessário antes enfrentarmos os inimigos de Deus uma última vez, por um tempo, mais metade de um tempo, que nada mais é do que três anos e meio sob o domínio do Anticristo.
Só assim será possível a volta de Jesus, uma vez que as profecias já estarão esgotadas ou cumpridas. Por isso temos que desejar também que venha a apostasia, a guerra, o Falso Profeta, o Anticristo e a grande Tribulação, para finalmente ver Jesus no céu com todas as suas milícias de Anjos.
Sem mérito ninguém chega aos Céus prometido por Deus. Vamos pois enfrentar o Maligno e seus seguidores, vencê-los com nossa fé inabalável, para ai sim merecer o Grande Tesouro eterno com muitas moradas, que nos espera, desde que Jesus morreu na cruz.
A paz de Jesus esteja em seus corações.


Antonio 

MENSAGEM DO CÉU


Jesus o Bom Pastor: Preparai-vos, rebanho Meu, porque o show do engano está para começar; o cristo cósmico, o instrutor do mundo, o arquiteto do universo, o buda Maitreya, como assim se faz chamar meu adversário, já está pronto para dar-se a conhecer

Chamado Urgente de Jesus o Bom Pastor à humanidade, em 21-04-2017.

Filhos Meus, paz a vós.

Rebanho Meu, a guerra está batendo à porta e com ela vem a desolação e a morte. Ais e dores padecerá a humanidade e o Ginete da morte e da fome fará sua aparição. O filho da perdição está por anunciar-se, se aproveitará do conflito bélico para mostrar-se como o grande pacificador. Todo o show do engano está planejado para fazer crer à humanidade que o cristo regressou.
Depois do conflito, fará sua declaração universal, toda a publicidade e a logística para sua aparição já estão prontas.Rebanho Meu, muito em breve o firmamento vai estar iluminado com imagens holográficas que me representarão; mas bem sabeis vós que isso faz parte do show do engano de Meu adversário. Não presteis atenção, rebanho Meu, a esse engano, nem recebais a propaganda que irão distribuir, porque tudo isto foi ritualizado com ocultismo, para que vos encanteis pelo falso messias.
A bíblia negra, chaveiros, estampas e mais parafernálias de meu adversário serão distribuídas. Cuidado, ovelhas de Meu rebanho, não caiais no engano; não aceiteis estas ofertas nem a leveis a vossos lares, porque ela se converterá em atadura para vós! Pedi muito discernimento a Meu Santo Espírito e orai a todo instante com o poder de Meu Sangue e de Minhas Chagas, para que possais repelir o ataque visual e subliminar a que estareis submetidos por parte dos seguidores do falso cristo. Lembrai-vos que Meu adversário encarnado vai se mostrar como um anjo de luz, como um manso cordeiro, falando de paz e de amor e mostrando uma falsa humildade, que fará com que muitos caiam na armadilha e o aclamem como o messias esperado. Cuidado, rebanho Meu, não vos deixeis enganar; venho vos anunciando sobre este engano há muito tempo; já estão chegando os dias descritos por Meus profetas em que a imensa maioria da humanidade se perderá por seguir a falsa doutrina do falso cristo. Eu vim em nome de Meu Pai, e a humanidade me rechaçou.
Outro virá com nome próprio e a humanidade o receberá e o aclamará como se fosse o próprio Deus. (João 5, 43) Rebanho Meu, que tristeza sinto em Meu Coração ao ver a traição que receberei de muitos que dizem ser meus familiares! Os Judas dentro do Vaticano estão esperando que Meu adversário faça sua aparição, para sentá-lo na Cadeira de Pedro. Os purpurados rebeldes um novo papa elegerão e este servirá a Meu adversário. A perseguição contra Meu Povo começará, Minhas Casas fecharão e Meu culto diário será suspenso. Iniciará uma grande perseguição contra os cristãos e cristãos católicos, o sangue de Meu povo será derramado e muitos mártires darão sua vida pelo fortalecimento da fé. Novamente serei crucificado.
O caos, a desolação e a morte se apoderarão da cidade das sete colinas e o exército da bandeira negra crucificará a muitos de Meus filhos. A Via Pia da Cidade Eterna se converterá em um calvário. Em todos os cinco continentes haverá perseguições e derramamentos de sangue da parte de Meus filhos fiéis. Não haverá justiça para os perseguidores, estes estarão apoiados pelas autoridades e pelos governos que servem a Meu adversário.
Povo Meu, se aproxima a hora de vosso calvário, mas não temais! Eu não vos abandonarei, irei adiante de vós carregando a Minha Cruz; quando chegar o momento de vosso martírio, Meu Santo Espírito vos tomará e vos levará para a Glória Eterna.
Preparai-vos, Rebanho Meu, porque o show do engano está para começar; o cristo cósmico, o Instrutor do mundo, o arquiteto do universo, o buda Maitreya, como assim se faz chamar meu adversário, já está pronto para dar-se a conhecer à humanidade! De novo vos digo: não vejais nem escuteis o falso messias, porque esse não sou Eu. Aquele que está por anunciar-se e fazer sua aparição é o filho da perdição, o pai da mentira. Vem para suplantar-me e para enganar a humanidade, fazendo-se passar como o próprio Deus.
Estais avisados, o que tem ouvidos que ouça, o que tem olhos que veja, para que não caia no engano e perca sua vida.
Minha paz vos deixo, Minha paz vos dou.
Vosso Mestre, Jesus o Bom Pastor.
Dai a conhecer Minhas mensagens a toda a humanidade, ovelhas de Meu rebanho.


 (Extraído da Obra ‘Mensagens de Jesus, o Bom Pastor, ao confidente ENOCH – Colômbia)

Fonte: http://www.mensajesdelbuenpastorenoc.org/mensajesrecientes.html

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

JESUS EXPLICA SEU JULGAMENTO DA MULHER ADÚLTERA


JESUS EXPLICA SEU JULGAMENTO DA MULHER ADÚLTERA

Diz Jesus:

“O que me estava ferindo era a falta de caridade e de sinceridade dos acusadores. Não é que eles estivessem mentindo em suas acusações. A mulher era realmente culpada. Mas eles não eram sinceros, fazendo-se de escandalizados por uma coisa por eles cometida milhares de vezes, e que somente com grande astúcia, e grande sorte, haviam conseguido que permanecesse oculta. A mulher, em seu primeiro pecado, tinha sido menos astuta e de menos sorte. Mas nenhum de seus acusadores, porque as mulheres, ainda que não levantassem a voz para acusá-la, no fundo de seus corações a acusavam, nenhum deles e delas estava livre de culpa.
Adúltero é quem vai além do ato, e deseja o ato com todas as suas forças. A luxúria existe, tanto em quem peca, como em quem deseja pecar. Não basta deixar de fazer o mal. É necessário também não desejar fazê-lo. Lembra-te, Maria, da primeira palavra do teu Mestre, quando te chamei da beira do precipício onde estavas: “O mal, não basta deixar de fazê-lo, é necessário também não desejar fazê-lo.” Quem acaricia pensamentos de sensualidade, e os excita por meio de leituras e espetáculos, procurados propositalmente, e com hábitos mal, são provocados os desejos da sensualidade, é tão impuro como quem materialmente comete a culpa. Eu ouso dizer: é ainda mais culpado. Porque vai com o pensamento contra a natureza. O único atenuante desse homem é alguma doença orgânica ou psíquica. Quem não tem tal atenuante, está dez graus abaixo do animal mais imundo.
Para condenar com justiça, seria necessário que estivessem imunes de culpa. Eu vos remeto a ditados passados, quando falo das condições essenciais para ser Juiz. A Mim não eram desconhecidos os corações daqueles fariseus e daqueles escribas, nem daqueles dos que se haviam unido a eles para investirem contra a culpada. Pecadores contra Deus e contra o próximo, estavam com suas culpas, contra o próximo e sobretudo as culpas numerosas contra as suas próprias mulheres. Se, por um milagre, Eu tivesse mandado ao sangue deles que escrevesse o pecado sobre suas frontes, entre as muitas acusações, teria o primeiro lugar a de adúlteros de fato, ou por desejo.
Eu já o disse: “O que vem do coração é o que contamina o homem.” E, exceto o meu coração, não havia nenhum outro entre os juízes que tivesse o coração não contaminado. Sem sinceridade e sem caridade. Nem mesmo o fato de serem semelhantes a ela na fome da concupiscência os levava a ter caridade. Eu é que tinha caridade para com a aviltada. E Eu era o único que teria devido ter repugnância por ela. Mas, recordai-vos disto: “Que quanto mais alguém é bom, mais é compassivo para com os culpados.” Ele não perdoa a culpa em si mesma. Isto não. Mas se compadece dos fracos que, diante da culpa não souberam resistir.
O homem! Oh! Mais frágil do que um caniço ou um leve convólvulo, o fácil de ser vencido pela tentação, e inclinado a se agarrar ao que ele espera que lhe traga algum conforto. Porque muitas vezes a culpa vem, especialmente no sexo mais fraco, é por causa desta procura de conforto. Por isso, Eu vos digo que quem falta ao afeto para com a mulher, e tem para com sua própria filha, é noventa por cento responsável pela culpa de sua mulher ou de sua filha, e nisso ele terá que responder por elas. Tanto o afeto estulto, que é apenas uma estúpida escravidão de um homem e uma mulher, ou de um pai a uma filha, como também uma falta de cuidado nos afetos, ou pior, uma culpa de sua própria sensualidade, que leva um marido a outros amores, ou os pais a outros cuidados, que não sejam os com as filhas, são estímulos para o adultério e a prostituição e, como tais, são por Mim condenados.
Sois seres dotados de razão, guiados por uma Lei divina e por uma Lei moral. Aviltar-se por isso é ter uma conduta de selvagens ou de animais, isso deveria causar horror a vossa grande soberba. Mas a soberba que, neste caso até que seria útil, vós a tendes para coisas muito diferentes.
Eu olhei para Pedro e João de maneira deferente, porque ao primeiro, um homem, eu quis dizer: “Pedro, não faltes tu também, com a caridade e a sinceridade”, e dizer-lhe ainda, como a meu futuro Pontífice: “Lembra-te desta hora, e julga como o teu Mestre, no futuro.” E ao segundo, um jovem com alma de criança, Eu quis dizer: “Tu podes julgar e não julgas, porque tens o mesmo coração que Eu.”
Eu havia afastado os dois, antes de chamar a mulher, para não aumentar a humilhação dela com a presença de duas testemunhas. Aprendei, ó homens sem piedade. Por mais que alguém seja culpado, seja sempre tratado com respeito e caridade. Não te alegres com o seu aniquilamento, não te irrites contra ele nem com olhares curiosos. Piedade, tende piedade de quem cai!
À culpada Eu mostro o caminho que deve seguir para redimir-se e voltar para sua casa, humildemente pedir perdão, e consegui-lo com uma vida honesta. Não ceder à carne. Não abusar da bondade divina nem da bondade humana para não ter que descontar mais duramente do que agora uma dupla ou múltipla culpa. Deus perdoa, a perdoa porque é Bondade, Mas o homem por mais que Eu tenha dito: “Perdoa ao irmão setenta vezes sete vezes”, não sabe perdoar nem duas vezes.
Eu não dei a ela paz e benção, porque não havia nela aquele completo rompimento com o pecado, que é requerido para sermos perdoados. Em sua carne, e, infelizmente em seu coração não havia ainda nela a repugnância pelo pecado. Maria de Magdala, ao perceber o sabor o meu Verbo, passou a sentir desgosto pelo pecado, e veio a Mim com uma vontade total de ser outra. Nesta mulher havia ainda uma hesitação se devia atender ás vozes da carne ou as do espírito.
Nem ela, nem a perturbação daquela hora, nada tinha podido ainda mover o machado contra o tronco da árvore, e cortá-lo, para assim poder ela ir, sem aquele peso tão indesejado, para o Reino de Deus. Estaria mutilada nas coisas que causavam sua ruína, mas restabelecida, a caminho das coisas que levam à salvação.
Queres saber se depois se salvou? Nem para todos fui Salvador. Para todos quis ser, mas não o fui porque nem todos tiveram vontade de ser salvos. E isto foi uma das mais penetrantes dores de minha agonia no Getsêmani.
Vai em paz, Maria de Maria, e não queiras mais pecar, nem mesmo por inépcia. Sob o manto de Maria, só há coisas puras. Lembra-te disso.


(de Jesus à Valtorta – O Evangelho como me foi Revelado, Vol. 7, pg.464 a 466)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O JULGAMENTO DA MULHER ADÚLTERA


O JULGAMENTO DA MULHER ADÚLTERA


Estou vendo o interior do recinto do Templo, isto é, um dos muitos pátios contornados por séries de pórticos. Vejo também Jesus que, muito enrolado em seu manto, que Ele traz sobre a túnica, não a branca, mas a de um vermelho escuro(parece de um tecido pesado de lã), e está falando à multidão que o circunda.
Eu diria que este é um dia de inverno, pois vejo que todos estão com seus mantos, e que está fazendo frio, porque, em vez de estarem parados, todos estão caminhando, e depressa, como par se aquecerem. Está soprando um vento que levanta os mantos e a poeira dos pátios.
O grupo que está reunido ao redor de Jesus é o único que está parado, pois todos os outros estão ao redor de um ou de outro mestre, e andam para adiante e para trás, abrem alas para deixar passar algum grupo de escribas e fariseus, que gesticulam, e estão mais venenosos do que nunca. Estão esguichando veneno pelos olhos, pela cor do rosto, e pela boca. Que víboras! Mais do que conduzindo, eles vão arrastando uma mulher de seus trinta anos, com os cabelos desgrenhados, com suas vestes em desordem, como tendo sido maltratada, e chorando. Eles chegam e a jogam aos pés de Jesus, como se fosse um montão de trapos, ou os despojos de algum morto. E lá ela fica encolhida sobre si mesma, com o rosto apoiado sobre os dois braços e escondido por eles, e servindo de almofada entre ele e o chão.
“Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. Seu marido a amava e não lhe deixava faltar nada. Em sua casa ela era uma rainha. E ela o traiu, porque é uma pecadora, uma viciada, uma ingrata, uma profanadora. É uma adúltera, e, como tal, deve ser apedrejada. Moisés assim ordenou. Em sua lei ele assim manda, que tais mulheres sejam apedrejadas como uns animais imundos. Porque elas traem a fidelidade do homem que as ama e cuida delas, porque, como uma terra que nunca se seca, elas são esfaimadas pela luxúria. Piores do que as meretrizes elas são, porque sem serem mordidas pela necessidade, elas se entregam a si mesmas, para dar alimento à sua Impudicícia. Elas são umas corruptas. E contaminadas. Devem ser condenadas à morte. Moisés assim ordenou. E Tu, Mestre, que achas disso?”
Jesus, que havia interrompido sua conversa, por causa daquela tumultuosa chegada dos fariseus, e que tinha olhado para aquela malta cheia de ódio, com seus olhares penetrantes, e que depois tinha inclinado o olhar para aquela mulher aviltada e jogada aos seus pés, fica calado. Depois Ele curvou-se, e, estando sentado, com um dedo começou a escrever sobre as pedras do pórtico, que estão cobertas pela poeira levada pelo vento. Eles vão falando, e Ele está escrevendo.
“Mestre! Nós estamos falando contigo. Escuta-nos. Responde-nos. Não estás entendendo? Esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na casa dela. No teto do marido dela. Ela o sujou com a sua libidinagem.”
Jesus continua escrevendo.
“Mas é um bobo, este homem. Não estais vendo como Ele não entende nada, e fica fazendo esses sinais sobre a poeira, como um pobre doido?”
“Mestre, pelo teu bom nome, fala! Que a tua sabedoria dê uma resposta à nossa pergunta. Nós te repetimos, a esta mulher não falta nada. Tinha bestes, comida e amor. E traiu.”
Jesus continua a escrever.
“Ela mentiu ao homem que tinha confiança nela. Com uma boca mentirosa, ela o saudou e acompanhou até a porta, e depois abriu a porta secreta, e fez entrar o seu amante. E, enquanto o seu marido estava ausente, trabalhando para ela, ela, como um animal imundo, se revolvia em sua luxúria.”
“Mestre, ela é uma profanadora da lei, além de o ser do tálamo. É uma rebelde, uma sacrílega, uma blasfemadora.”
Jesus está escrevendo. Escreve, apaga o escrito com o pé calçado com a sandália, e continua a escrever, tendo mudado aos poucos sua posição, para encontrar outro lugar com mais espaço. Mais parece um menino que está brincando. Mas o que Ele está escrevendo são palavras de brincadeira. Ele escreve, em seguida, palavras como estas: “Usuário”, “Falso”, “Filho irreverente”, “Fornicador”, “Assassino”, “Profanador da Lei”, “Ladrão”, “Libidinoso”, “Usurpador”, “Marido e pai indigno”, “Blasfemador”, “Rebelde a Deus”, “Adúltero”. Escreveu e tornou a escrever, cada vez que algum novo acusador fala.
“Mas, afinal, Mestre! Queremos o teu julgamento. A mulher deve ser julgada. Ela não pode, com o seu peso, contaminar a Terra. O seu hálito é um veneno que perturba os corações.”
Jesus se levanta. Misericórdia! Que rosto! É um reluzir de relâmpagos que se lança sobre os acusadores. Ele parece estar mais alto, pelo tanto que conserva a sua cabeça erguida. Parece um rei em seu trono, de tão severo e majestoso que está. O manto lhe caiu por um dos ombros, e se arrasta com um leve barulho atrás dele. Mas Ele não se preocupa com isso. Com um rosto fechado, e sem ter, nem de longe, algum sinal de sorriso em sua boca nem em seus olhos, dirige esses olhos para os rostos da multidão que estaca, como diante de duas lâminas bem pontudas. Ele fita a um por um. E, com uma intensidade de pesquisa, que causa medo. E os que foram fitados vão procurando ir para trás, pelo meio da multidão, e esconder-se nela. O cerco, assim, vai-se encompridando e se fragmentando, como se estivesse sendo movido por uma força oculta.
Finalmente Jesus fala: “Aquele de vós, que estiver sem pecado, atire sobre a mulher a primeira pedra.” E sua voz parece um trovão acompanhado de um reluzir, mais vivo ainda do que os seus olhares. Jesus cruzou os braços sobre o peito, e assim fica, ereto, como um juiz, na expectativa. O seu olhar não os deixa em paz, Mas investiga, penetra, acusa.
Primeiro um, depois dois, depois cinco, depois aos grupos, os presentes vão-se afastando de cabeças baixas. Não somente os escribas e fariseus, mas também os que antes estavam ao redor de Jesus e os outros que se haviam aproximado para ouvirem o julgamento e a condenação, e que, tanto aqueles como estes se haviam unido para insultar a culpada e pedir o seu apedrejamento.
Jesus acaba ficando sozinho com Pedro e João. Não vejo os outros apóstolos.
Jesus começou de novo a escrever, enquanto os acusadores estão fugindo, e agora escreve: “Fariseus”, “Víboras”, “Sepulcros de podridão”, “Mentirosos”, “Traidores”, “Inimigos de Deus”, “Insultadores do seu Verbo.”
Quando o pátio todo ficou vazio, e se fez um grande silêncio, nada mais ficando senão o frufru do vento e o barulho de uma pequena fonte em um canto. Jesus levanta a cabeça e fica olhando. Agora o seu rosto se aplacou. Está triste, mas não irado. Dá uma olhadela para Pedro, que se havia afastado um pouco, apoiando-se a uma coluna, e outra para João, que, quase atrás de Jesus, olha para Ele com seu olhar enamorado. Jesus tem uma leve sombra de sorriso, ao olhar para Pedro, e um vivo sorriso ao olhar para João. São dois sorrisos diferentes.
Depois olha para a mulher, ainda prostrada e chorando a seus pés. E a observa. Levanta-se e põe o manto, como se estivesse prestes a pôr-se a caminho. Faz um sinal aos dois apóstolos, a fim de que se preparem para a saída.
Quando fica só, Ele chama a mulher: “Mulher, escuta-me. Olha para Mim.” Ele teve que repetir a ordem, porque a mulher não tem coragem de levantar o rosto. “Mulher, estamos sozinhos. Olha para Mim.”
“Onde estão, ó mulher os que te acusavam?” Jesus fala em voz baixa. Com uma seriedade piedosa. Conserva o rosto e o corpo levemente inclinados para a terra, para aquela miséria, e seus olhos estão cheios de uma expressão indulgente e renovadora. “Ninguém te condenou?”
A mulher, entre um soluço e outro, responde: “Ninguém, Mestre.”
“Pois nem Eu te condenarei. Vai. E não peques mais. Vai para tua casa. E aprende a fazer-te perdoar. Por Deus e pelo ofendido. Não abuses da benignidade do Senhor. Vai.”
E Ele a ajuda a levantar-se, tomando-a pela mão. Mas, não a abençoa, nem lhe dá a paz. Ele ainda olha para ela, que se vai pondo a caminho, com a cabeça inclinada e balançando levemente, por causa de sua vergonha, e depois, quando ela desapareceu, também Ele, por sua vez, põe-se a caminho com os dois discípulos.


(de Jesus à Valtorta – O Evangelho como me foi Revelado, Vol. 7, pg.460 a464)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O DIA 23 DE SETEMBRO DE 2017


O DIA 23 DE SETEMBRO DE 2017


Quem mais poderia ter conhecimento, de que um dia uma ordenação planetária única, ocorreria em nosso universo, a não ser aquele que a ordenou, que a criou?
Ora, se na Bíblia --os Evangelhos --, foram escritos há mais de dois mil anos, revelando-nos que estes acontecimentos estelares serviriam de sinais para alertar o mundo sobre o final dos tempos, isto indica que a Bíblia realmente foi escrita com o pensamento de Deus através de seus Profetas. Houve de fato um Deus orientando seu povo sobre o futuro. Este é o primeiro ponto conclusivo que se obtém relacionado com o dia 23 de Setembro de 2017: de que a Bíblia fala a verdade.
Por quê? Porque é simplesmente impossível um ser humano, por mais prodigioso e inteligente que fosse, ter conjecturado naquela época, saber com tanta antecedência um acontecimento tão grandioso como este do dia 23 de Setembro de 2017.
O que vai acontecer neste dia exatamente?
Neste dia 23 de Setembro de 2017, irá ocorrer um alinhamento de planetas do sistema solar que é exatamente o que está escrito na Bíblia, no livro da Revelação, do Apóstolo João em Apocalipse 12:
"Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. 2.Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. 3.Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. 4.Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. 5.Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono."

 Assim estará a ordenação dos planetas no dia 23 de Setembro de 2017, observem como do planeta Vênus até a Lua existe uma linha reta de planetas, a constelação de Leão tem nove estrelas, que completada pelos planetas: Vênus, Mercúrio e Marte, se referem as doze estrelas da coroa na cabeça da Virgem, representando como já sabemos, as doze tribos e também os doze Apóstolos. A Lua vai estar a seus pés, e o Sol sobre seu ombro como um manto, ou poderíamos dizer vestida de Sol. Ela está sobre a Lua, porque depois do sol, a Lua é o maior luzeiro da Terra, se referindo a Nossa Senhora, que depois de Deus, ou seja do Sol, é Ela que mais iluminou os corações dos homens. Quando digo Deus, sempre me refiro a: Deus Pai Javé, Deus Filho Jesus e Deus Espírito Santo, Uno e Trino. Compreendendo um único Deus.
Por incrível que ainda possa parecer, mesmo diante de tantas coincidências, o planeta Júpiter —que é considerado o planeta rei-- por ser o maior dos planetas, vai estar no ventre da Constelação de Virgem durante o tempo de uma gestação humana, até chegar no dia 23 de Setembro e dar à luz o filho, exatamente como descrito na Bíblia que diz:
“Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.”
Com relação a este Dragão, que deteve-se diante da Mulher, onde estaria no céu, visto que a Bíblia o menciona? E aqui devemos agradecer aos inúmeros cristãos, que na minha opinião fazem parte dos Sábios do final dos Tempos, mencionados por Jesus, conseguiram descobrir, que a NASA estava escondendo de todos nós, encoberto por uma tarja preta, só perceptível no Google Sky infravermelho, e, retiraram esta tarja que ocultava exatamente o Dragão, ou seja, um planeta, possivelmente dois, que estão em rota de colisão com a Terra. E pasmem, este planeta tem o formato da cabeça de um Dragão, com os “dois olhos” e uma boca grande.
Qual seria outro possível motivo para a NASA ocultar da humanidade este planeta, a não ser que ele estivesse de fato em rota de colisão com nosso planeta?
Em uma revelação à Profeta Maria Divina Misericórdia, Jesus nos disse que os cientistas sabem a respeito deste planeta que está vindo em nossa direção, e que não o revela porque o Anticristo tomou conta deles. Este Dragão representa a velha Serpente, Satanás, que irá se apresentar ao mundo encarnado em um homem, o Anticristo do final dos tempos, o sedutor Barak Hussein Obama.
Outra observação importante, é a de que este planeta oculto pela NASA está muito próximo de Júpiter, olhando obviamente com a visão no gráfico estelar, porém muito distante na realidade, mas mostra que este planeta misterioso (o Dragão), está vindo em direção à Júpiter (dos cristãos remanescentes), que são os filhos da Mulher vestida de sol(Nossa Senhora), como que “querendo devorá-lo”.
                                                       Imagem sem a tarja
                                                        Imagem com a tarja
Tudo se encaixa perfeitamente, e de uma maneira inconteste.
O que vai acontecer neste dia?
Antes dele, no dia 21 de Agosto de 2017, haverá outro acontecimento astronômico, em que a Lua estará passando na frente do sol, provocando uma eclipse solar de grande magnitude. Eu leio muito os profetas atuais, e não estou muito certo de que já li algo a respeito, mas no dia em que o Vaticano vai ser invadido pelos homens de barba grande, estaria ocorrendo justamente um eclipse solar. Visto que, primeiro deveria ocorrer a fuga do Papa do Vaticano, para somente depois vir o milagre de Deus, O Aviso, estaria portanto também de acordo com a sequência das profecias. Com relação ao Papa, me refiro ao Papa Bento XVI, o último Papa verdadeiro da terra, que foi eleito pelo Espírito Santo de Deus, o outro que lá está, usurpou a Cadeira de Pedro e se elegeu com o apoio da seita satânica: a maçonaria, portanto foi eleito pelos serviçais dos inimigos de Deus. O Vaticano é hoje um antro de demônios, exatamente como profetizou Nossa Senhora em La Salete, não representa mais a verdadeira Igreja de Cristo. Isto dói para um Católico verdadeiro ouvir, mas é a verdade.
É impressionante como tudo se encaixa. Fica difícil para mim com tantas evidências, tantas coincidências relacionadas com este próximo acontecimento estelar, não admitir que estamos realmente diante das profecias Bíblicas. O que exatamente vai acontecer somente Deus sabe.
Porém, me preparo para estes acontecimentos antecipadamente, primeiramente rezando e depois tentando encontrar subsistência para enfrentar as perseguições e a Marca da Besta(Micro Chip), durante o domínio do Grande Impostor e Sedutor da Humanidade.
A paz de Cristo esteja em vossos corações.

Antonio

OBS: Sou Católico Apostólico Romano, pertencente a única Igreja Verdadeira da Terra, da única doutrina verdadeira deixada por Jesus aos Apóstolos. Devemos nos preparar para manter esta Igreja e esta Doutrina presente em nossos corações, porque as Igrejas Católicas logo serão fechadas para os cristãos. Uma nova religião mundial será colocada no lugar dela, pelo Falso Papa em conjunto com o Anticristo.
Esta falsa religião surgirá de dentro da Igreja Católica com os Maçons, e terá sua sede também em Roma, num novo templo, comandado pelo Anticristo. Não é a toa que Nossa Senhora nos disse: “ Roma perderá a fé, e se tornará a sede do Anticristo.”
Estou dizendo isto, porque o maior trunfo do demônio agora no final dos tempos, será convencer-nos de que todas as religiões são boas, que todas levam a Deus. Ai daquele que nessa mentira acreditar.

Esta é a verdade, procurem a verdade e ela vos libertará do mal.

sábado, 5 de agosto de 2017

EU SOU A FONTE DA ÁGUA VIVA


TERCEIRO ANO DA VIDA PÚBLICA DE JESUS

EU SOU A FONTE DA ÁGUA VIVA

Enquanto isso, a multidão vai aumentando, sempre mais. Jesus levanta a cabeça e fica olhando. Como o pórtico está alguns degraus mais acima, Ele mesmo que esteja sentado no chão, pode dominar uma boa parte do Pátio por aquele lado, e vê rostos e mais rostos.
Ele se põe de pé, e diz em alta voz, com toda aquela sua voz trovejada e forte: “Quem tem sede, venha a Mim, e beba. Do seio daqueles que crêem em Mim jorrarão rios de água viva.”
Sua voz enche o amplo pátio, atravessa as esplêndidas séries de pórticos, e  certamente também as deste lado, propaga-se para além delas, domina qualquer outra voz, como um trovão harmonioso e todo cheio de promessas. Ele fala depois se cala por alguns instantes, como se tivesse querido somente anunciar qual vai ser o assunto do sermão, e dar tempo a quem não sente interesse de ouvi-lo, para que se vá embora, e não fique perturbando depois. Os escribas e os doutores estão calados, isto é, abaixaram suas vozes, até chegarem a um sussurro que com certeza é maldoso. Não estou vendo Gamaliel.
Jesus vai para a frente, atravessando o semicírculo, que se abre à sua chegada, para fechar-se logo as suas costas, transformando-se de um semicírculo em um anel. Ele vai caminhando devagar, com majestade, Parece ir deslizando por sobre os mármores multicores do pavimento, com o seu manto um pouco afrouxado, que vai fazendo atrás dele uma espécie de cauda. Levanta o braço direito, no seu gesto habitual de quando vai começar a falar, e, ao mesmo tempo, com a esquerda espalmada sobre o peito, acomoda em seu lugar o manto.
Ele repete as palavras iniciais: “Quem tem sede, venha a Mim, e beba. Do seio daqueles que crêem em Mim jorrarão rios de água viva! Aquele que viu a teofania do Senhor, o grande Ezequiel, sacerdote e profeta depois de ter visto como profeta os atos impuros na casa profanada do Senhor, depois de ter sempre profeticamente, visto que só os assinalados com o Tau é que serão os viventes da verdadeira Jerusalém, enquanto que os outros só conhecerão uma e uma carnificina, só uma e uma condenação, um só e um castigo—o tempo está perto, ó vós que ouvis, está perto, mais perto do que vós pensais, e por isso Eu vos exorto, como Mestre e Salvador, a não tardardes a por em vós o Sinal que salva, a não tardardes a pôr em vós a Sabedoria, a não tardardes a arrepender-vos e a chorar por vós e pelos outros, a fim de poderdes salvar-vos. Ezequiel, depois de ter visto tudo isso, e mais ainda, fala de uma terrível visão. A dos ossos ressequidos.
Um dia virá em que, sobre um mundo morto, sob um firmamento apagado, aparecerão, ao toque da trombeta dos anjos, ossos e mais ossos dos mortos. Como um ventre que se abre para parir, assim a terra expelirá de suas vísceras todos os ossos dos homens que morreram sobre ela, e foram sepultados no seu barro, desde Adão até o último homem. E, então, será a ressurreição dos mortos, pelo grande e supremo julgamento, depois do qual, como uma maça de Sodoma, o mundo se esvaziará, tornando-se um nada, e terá fim o firmamento com os seus astros. Tudo terá fim, menos duas coisas eternas, distantes, que estão nas extremidades de dois abismos de uma profundidade incalculável, e, uma antítese total, na forma e na aparência, e no modo com que neles se prosseguirá para sempre o poder de Deus: o Paraíso, que é luz, alegria, paz e amor. E o Inferno, trevas, dor, horror e ódio.
Mas acreditais vós que, visto que o mundo ainda não morreu, e as trompas dos anjos ainda não tocaram a recolher e que o imenso campo da terra não esteja já coberto dos ossos sem vida, excessivamente dessecados, separados e mortos, bem mortos? Em verdade Eu vos digo que assim é entre os viventes, porque eles ainda respiram, inumeráveis são os que são semelhantes a uns cadáveres, aos ossos áridos que foram vistos por Ezequiel. Quem são eles? São aqueles que não têm em si a vida do espírito.
Há desses em Israel, como em todo o mundo. E que, entre os gentios e idólatras não haja mais do que mortos, que estão esperando receber a Vida, é uma coisa natural, e preocupa somente aqueles que possuem a verdadeira Sabedoria, pois esta os faz compreender que o Eterno criou as criaturas para Ele, e não para as idolatrias, e se aflige por ver tantos deles na morte. Mas, se o Altíssimo tem essa preocupação, que já é tão grande, quanto maior não será a dor que sofre por aqueles do seu povo que são uns ossos esbranquiçados, sem vida, sem espírito?
Os eleitos, os prediletos, os protegidos, os nutridos, por Ele diretamente instruídos, ou por seus servos os profetas, porque haverão de ser, culpavelmente, uns ossos áridos, quando para eles sempre correu um fio de água vital, vindo do Céu e que os abeberou de Vida e Verdade. Por que eles ficaram assim dessecados, plantados que foram na terra do Senhor? Por que o espírito deles há de ser morto, quando o Espírito Eterno pôs à disposição deles um tesouro espiritual, para nele se abeberassem, e vivessem? E eles, com que prodígio poderão voltar à Vida, se deixaram de lado as fontes, as pastagens, as luzes dadas por Deus, e ficam tacteando na escuridão, bebendo da água de fontes não puras, e comendo de pastagens não santas?
Não voltarão nunca mais a ser vivos? Sim. Em nome do Altíssimo Eu o juro. Muitos ressuscitarão. Deus já preparou o milagre, e ele já está em ação, já foi operado sobre alguns, e alguns ossos ressequidos já foram revestidos de vida, porque o Altíssimo, ao qual nada é proibido, manteve sua promessa, e a mantém, e cada vez mais a completa. Ele, do alto dos Céus, grita a esses ossos que estão esperando: “Eis que Eu vou infundir em vós o espírito, e vivereis.” E lançou mão do seu Espírito, Lançou mão de Si mesmo, e formou uma carne para revestir a palavra, e a mandou a esses mortos, a fim de que, falando a eles, de novo se infundisse neles a Vida.
Quantas vezes, durante séculos, Israel gritou: “Nossos ossos ficaram ressequidos, nossa esperança morreu, estamos segregados!” Mas toda promessa é sagrada, toda profecia é verdadeira. Eis chegado o tempo, no qual o Enviado de Deus abre as tumbas, para tirar delas os mortos e dar-lhes vida de novo, para levá-los consigo para o verdadeiro Israel, para o Reino do Senhor, o Reino do Pai meu e vosso.
Eu sou a ressurreição e a Vida! Eu sou a luz que veio para iluminar aos que jaziam nas trevas! Eu sou a fonte da qual jorra a Vida Eterna. Quem vem a Mim, não conhecerá a Morte. Quem tem sede de vida, venha e beba. Quem quer possuir a Vida, isto é, Deus, creia em Mim, e do seu seio jorrarão, não umas gotas, mas rios de água viva. Porque quem crê em Mim, formará comigo o novo Templo, do qual nascerão as águas salutares de que fala Ezequiel.
Vinde a Mim, ó povos! Vinde a Mim, ó criaturas! Vinde para formar um único Templo, porque Eu não repilo a ninguém, mas, por amor vos quero comigo, no meu trabalho, nos meus merecimentos, na minha glória.
“E eu vi as águas, que nasciam por debaixo da porta da casa, do lado do oriente... E as águas desciam pelo lado direito, ao sul do altar.”
Aquele Templo são os que crêem no Messias do Senhor, no Cristo, na Lei Nova, na Doutrina do tempo da Salvação e da paz. Assim como de pedras são formadas os místicos muros do Templo, assim de espíritos novos serão formados os místicos muros do Templo, que não morrerá nunca, e que da terra se elevará ao Céu, como o seu Fundador depois da luta e da prova.
Aquele altar do qual jorram as águas, aquele altar do lado do oriente, sou Eu. E as minhas águas brotam do lado direito, porque o lado direito é o lugar dos que foram eleitos para o Reino de Deus. Brotam de Mim, para se derramarem nos meus eleitos, e os tornarem ricos das águas vitais, e portadores delas, espalhadores delas para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente, para darem vida à terra, em seus povos, que estão esperando a hora da Luz, a hora que está para chegar, que infalivelmente virá para todos os lugares, antes que a Terra deixe de existir.
Jorram e se espalham as minhas águas, misturadas com as que Eu mesmo dei, e darei aos meus seguidores, e, ainda que sejam espalhados para beneficiar a terra, estarão unidas em um só rio da Graça, sempre mais profundo, sempre maior, crescendo cada dia mais, passo a passo, com aquelas águas, que são os novos seguidores, até se tornarem como um mar, que banhará todos os lugares, a fim de santificar toda a terra.
Deus quer isso. E Deus faz isto. Um milagre. Um dilúvio já lavou o mundo, dando morte aos pecadores. Um dilúvio, com outro líquido que não é a chuva, lavará o mundo, dando-lhe Vida. E, por uma misteriosa ação de graças, os homens poderão ser uma parte daquele dilúvio santificador, unindo suas vontades à minha, suas fadigas à minha, seus sofrimentos aos meus. E o mundo conhecerá a Verdade e a Vida. E quem quiser participar delas poderá. E somente quem não quiser ser nutrido pelas águas da vida, se tornará um lugar brejento e pestilencial, ou permanecerá assim, e não chegará a conhecer as gordas colheitas dos frutos da graça, da sabedoria, da salvação, que irão conhecer aqueles que viverem em Mim.
Em verdade Eu vos digo, mais uma vez, que quem tem sede e vem a Mim, beberá e não terá mais sede, porque a minha Graça fará nascer dele fontes de rios de água viva. E quem não crê em mim perecerá, como numa salina, onde a vida não pode subsistir.
Em verdade Eu vos digo que, depois de Mim, não cessará a fonte, porque Eu não morrerei, mas viverei, e depois que Eu me tiver ido embora, ido embora, e não morrido, para abrir as Portas dos Céus, um outro virá, que é igual a Mim, e que completará a minha obra, fazendo-vos compreender o que Eu vos disse e incendiando-vos para fazer de vós “luzes”, visto que tereis recebido a Luz.”
Jesus se cala.


(de Jesus à Valtorta, Vol 7. Pgs. 446 a 450) 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO


TERCEIRO ANO DA VIDA PÚBLICA DE JESUS

O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

Um fariseu diz: “Não façais assim. Desse modo nunca saberemos que é que Ele entende por reino, quais são as leis, que manifestações esse reino terá.”
E, que quereis? Por acaso o antigo Reino de Israel foi de repente perfeito como nos tempos de Davi e de Salomão? Não vos lembrais daquelas incertezas e horas obscuras, antes do resplendor real do rei perfeito? Para termos o primeiro rei, foi necessário antes formar o homem de Deus, que ungisse, e, para isso, tirar a esterilidade de Ana de Elcana, e inspirar-lhe a ideia de oferecer o fruto do seu seio. Medita no cântico como o Senhor... não queirais multiplicar, gabando-vos, as palavras cheias de soberba... O Senhor faz morrer e viver... Ele eleva o pobre... Ele torna seguros os passos de seus santos, e os ímpios se calarão, porque o homem não é por sua força que é forte, mas pela que lhe vem de Deus.” Oh! Lembrai-vos bem: “O Senhor julgará os confins da Terra e dará o império ao seu rei, e exaltará o poder do seu Cristo.” O Cristo das profecias, acaso não devia vir de Davi? E, então, todas as promessas, desde o nascimento de Samuel em diante, não são promessas do Reino de Cristo?
“Tu, Mestre, por acaso não és de Davi, nascido em Belém?”, pergunta diretamente a Jesus para terminar.
“Tu o disseste”, responde Jesus em poucas palavras.
“Oh! Então, dá uma satisfação às nossas mentes. Tu estás vendo que ficar calado não é boa coisa, porque faz crescerem as nuvens da dúvida nos corações.”
“Não da dúvida. Mas da soberba, O que é ainda mais grave.”
“Como? Duvidar de Ti é menos grave do que ser soberbo?”
“Sim. Porque a soberba é a luxúria da mente. É o maior dos pecados, sendo o mesmo pecado de Lúcifer. Deus tantas coisas perdoa, e sua Luz resplende cheia de amor para iluminar as ignorâncias e afugentar as dúvidas. Mas não perdoa a soberba, que zomba Dele, dizendo-se maior do que Ele.”
“Quem entre nós diz que Deus é menor do que nós? Nós não blasfemamos...”, gritam muitos.
“Vós não o dizeis com os lábios. Mas o confirmais com os vossos atos. Vós quereis dizer a Deus: “Não é possível que o Cristo seja um Galileu, um homem do povo. Não é possível que seja esse homem aí.
Que é impossível para Deus?”
A voz de Jesus parece um trovão. Se antes Ele estava um pouco reservado em sua aparência, apoiado a uma coluna, como um mendigo, agora Ele se endireita, afasta-se da pilastra, ergue majestosamente a cabeça acima do pescoço, e fita a multidão com seus olhos fulgurantes. Ele está ainda sobre o degrau, mas é como se estivesse no alto de um trono, de tão régia que está a sua aparência. As pessoas se afastam, como que amedrontadas, e ninguém responde à última pergunta.
Depois um rabi, baixinho e cheio de rugas, de uma aparência feia, como deve ser a de sua alma, pergunta, dando antes uma risadinha sem graça e com a voz meio rouca: “A luxúria se pratica entre duas pessoas. E a mente, com quem é que a pratica? A mente não é corpórea. Como é, então que ela pode pecar por luxúria? Sendo ela incorpórea, a que é que ela se une para pecar?”, e se ri, depois de ter arrastado as palavras e continuado na risadinha.
“Com quem? Com Satanás. A mente do soberbo comete fornicação com Satanás contra Deus e contra o amor.”
“E Lúcifer, com quem fornicou para tornar-se Satanás, se ainda não era Satanás?”
“Consigo mesmo. Com o seu próprio pensamento inteligente e desordenado. Que é a luxúria, ó escriba?”
“Mas... eu já te disse! E quem é que não sabe o que é a luxúria? Todos nós já a experimentamos.”
“Tu não és um rabi sábio, pois não sabes qual a essência verdadeira deste pecado universal, fruto triplo do Mal. Assim como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são a forma Trina do Amor. A luxúria é uma desordem, ó escriba. A desordem guiada por uma inteligência livre e consciente, que sabe que seu apetite é um mal, mas assim mesmo quer saciá-lo. A luxúria é uma desordem e uma violência contra as leis naturais, contra a justiça e o amor para com Deus, para conosco mesmos e para com os nossos irmãos. Qualquer luxúria. Tanto a luxúria carnal, como a que ambiciona as riquezas e poderes da Terra, como também a daqueles que querem impedir ao Cristo de cumprir sua missão, porque eles vão atrás da excessiva ambição, que treme de medo por saber que Eu vou castigá-la.”
Um grande sussurro se espalha pelo meio da multidão. Gamaliel, que ficou sozinho sobre o seu tapete, levanta a cabeça e lança um olhar indagador sobre Jesus.
“Mas, então, quando virá o Reino de Deus? Tu não respondeste...”, volta a falar o fariseu de antes.
“Quando o Cristo estiver no trono que Israel lhe está preparando, mais alto do que qualquer outro trono, mais alto até do que este Templo.”
“Mas onde é que ele está sendo preparado, se nenhum sinal de preparação se vê? Será possível mesmo, será verdade que Roma vá deixar que Israel ressurja? As águias terão ficado cegas para não verem o que está sendo preparado?”
“O Reino de Deus não vem com pompa. Só o olho de Deus é que vê como ele se vai formando, porque o olho de Deus vê o interior dos homens. Por isso não andeis procurando onde é que está esse Reino, e onde é que ele está sendo preparado. E não creiais em quem diz: “Há uma conspiração em Batanéia, conjura-se nas cavernas do deserto de Engati, conjura-se mas praias do mar.” O Reino está em vós, dentro de vós, no vosso espírito que acolhe a Lei vinda dos Céus como Lei da verdadeira Pátria, lei que, se for praticada, forma os cidadãos do Reino. Para isso, antes de Mim veio o João, para preparar o caminho dos corações pelos quais haveria de penetrar nelas a minha Doutrina. Com a penitência foram preparados os caminhos, com o amor o Reino surgirá e cairá a escravidão do pecado, que interdiz aos homens o Reino dos Céus.”
“ Mas realmente este homem é grande. E vós dizeis que Ele é um carpinteiro?, diz em voz alta um que estava escutando atentamente. E, os outros judeus pelas vestes que usavam, e talvez subornados pelos inimigos de Jesus, olham um para o outro, surpresos, e para os seus subordinadores, perguntando: “Mas, que foi que vós nos insinuastes? Quem pode dizer que este homem desencaminha o povo?, e outros também dizem: “Nós perguntamos a nós mesmos e a vós o seguinte: se é verdade que nenhum de vós o instruiu, como é que Ele tem tão grande Sabedoria? Onde foi que Ele a aprendeu, se não estudou com nenhum mestre”, e, virando-se para Jesus, diz: “Dize-me uma coisa: Onde foi que aprendeste esta tua doutrina?”
Jesus levanta o seu rosto inspirado e diz: “Em verdade, em verdade Eu vos digo que esta doutrina não é minha, mas é daquele que me mandou ao meio de vós. Em verdade, em verdade Eu vos digo que não foi nenhum mestre que me ensinou, nem Eu a encontrei em nenhum livro, nem em nenhum rolo, nem em monumento de pedra. Em verdade, em verdade Eu vos digo que Eu me preparei para esta hora ouvindo o Vivente falar ao meu espírito. Agora chegou a hora de Eu dar ao povo de Deus a Palavra vinda dos Céus. E Eu o faço, e o farei até o meu último suspiro, e depois que Eu o tiver dado, as pedras que me ouvirem, e que não se amolecerem, conhecerão um temor de Deus mais forte do que aquele que Moisés sentiu no Sinai e no temor, transmitindo uma verdade ou amaldiçoando as palavras da minha rejeitada doutrina, se gravarão nas pedras. E aquelas palavras não serão mais destruídas. O sinal delas permanecerá. Como Luz para quem o acolher bem, pelo menos naquele momento, com amor. E como trevas completas para quem, nem mesmo naquela hora, compreender que foi a vontade de Deus que me mandou fundar o seu Reino. No princípio da Criação foi dito: “Faça-se a luz”. E a luz apareceu sobre o caos. No princípio de minha vida foi dito: “A boa vontade é a que faz a vontade de Deus, e não a combate.” Agora quem faz a vontade de Deus e não a combate, percebe que não me pode combater, porque percebe que a minha doutrina vem de Deus e não de Mim mesmo. Por acaso, estarei procurando a minha glória? Por acaso, digo que sou o Autor da Lei da graça e da era do perdão? Não. Eu não tomo a glória que não é minha, mas dou glória à Glória de Deus. Autor de tudo o que é bom. Mas minha glória é fazer o que o Pai quer que Eu faça, porque isso lhe dá glória. Quem fala em seu favor para ser louvado, procura a sua própria glória. Mas quem, podendo mesmo sem procurá-la receber glória dos homens pelo que faz ou diz, e a rejeita, dizendo: “Não é minha, nem por Mim foi criada, mas ela procede do Pai, como Eu dele procedo, está na verdade, e nele não há injustiça, dando a cada um o que lhe pertence, sem nada reter daquilo que não é seu. Eu existo, porque Ele quis.”
Jesus faz uma parada. Corre o olhar por sobre a multidão, investiga as consciências. Ele as lê. E as pesa. Depois abre a boca outra vez: “Vós estais calados. A metade de vós está admirada, e a outra metade está pensando como podereis fazer-me calar. De quem são os dez Mandamentos? De onde é que eles vêm? Quem foi que vô-los deu?”
“Moisés!”, grita a multidão.
“Não. Foi o Altíssimo. Moisés, servo de Deus, foi quem vô-los trouxe, Mas eles são de Deus. Vós, que tendes as fórmulas, mas que não tendes fé, estais dizendo em vossos corações: “A Deus nós não vemos. Nós não. Nem os hebreus aos pés do Sinai.” Oh! Não vos bastam, para crerdes que Deus estava presente, nem os fulgores que incendiavam o monte, enquanto Deus fulgurava, trovejando diante da presença de Moisés. Não vos bastam nem mesmo os fulgores e terremotos, para crerdes que Deus está acima de vós, escrevendo o Pacto eterno de salvação e de condenação. Uma epifania nova e tremenda vós havereis de ver, e logo, do lado de dentro destes muros. E os esconderijos sagrados sairão das trevas, porque será iniciado o Reino da Luz, e o Santo dos Santos será exaltado à vista do mundo, não mais velado pela tríplice cortina. E não crereis ainda. Que é, então, que será preciso para cós fazer crer? Que os fulgores da Justiça caiam sobre vossas carnes? Mas nesse tempo a Justiça estará aplacada. E descerão os fulgores do Amor... E, no entanto, nem eles escreverão em vossos corações, em todos os vossos corações a Verdade, mas suscitarão o Arrependimento, e depois o Amor...”
Os olhos de Gamaliel agora estão fitando, com um rosto atento o rosto de Jesus.
“Mas Moisés, vós sabeis que era um homem como os outros, e dele vos deixaram a descrição os cronistas do seu tempo. Pois bem. Mesmo sabendo quem ele era, de quem foi e como foi que recebeu a Lei, por acaso vós a observais? Não. Nenhum de vós a observa.”
Ouve-se uma gritaria de protesto pelo meio da multidão.
Jesus impõe silêncio: “Estais dizendo que não é verdade> E que vós a Observais? E, então, por que procurais matar-me? Não o proíbe o quinto mandamento: “Não matar?” Vós não admitis que Eu seja o Cristo? Mas não podeis negar que Eu seja homem. E, então, por que procurais matar-me?”
“Mas, Tu estás louco. És um endemoninhado! É um demônio que está falando em Ti, e que faz delirar, e dizer mentiras! Nenhum de nós pensa em matar-te! Quem é que quer matar-te?”, gritam justamente aqueles que o querem fazer.
“Quem? Vós. E estais procurando desculpas para fazê-lo. E me acusais de culpas não verdadeiras. Vós me reprovais, e não é a primeira vez, porque Eu curei um homem no sábado. E Moisés não diz que é preciso ter piedade até do asno e do boi que caíram, pois aquilo representa um bem para o teu irmão? E Eu não deveria ter piedade do corpo doente de um irmão para o qual a saúde reconquistada é um bem material e um meio espiritual para bendizer a Deus e amá-lo por sua bondade? E a circuncisão, que Moisés vos deu, por a terdes tido desde os Patriarcas, não a fazeis vós também nos sábados? Se, ao circuncidar um homem no sábado não fica violada a Lei mosaica do sábado, porque ela serve para fazer de um filho homem um filho da Lei, por quê é que vos indignais comigo, se no sábado Eu curei um homem todo, no corpo e no espírito, porque a letra, as fórmulas, as aparências são coisas mortas, cenários pintados, mas não vida verdadeira, enquanto que o espírito das palavras e aparências é que é vida real e fonte de eternidade. Mas vós não compreendeis estas coisas, porque não as quereis compreender. Vamos.”
E vira as costas para todos, indo em direção as sala, acompanhado e rodeado pelos seus Apóstolos e discípulos, que olham para Ele com dó e com indignação para com os inimigos.
E Ele, pálido, sorri para eles, dizendo: “Não fiqueis tristes. Vós sois meus amigos. E fazeis bem em o serdes. Porque o meu tempo já vai chegando ao fim. Logo vai chegar o tempo em que desejaríeis ver um destes dias do Filho do Homem. Mas não podereis vê-lo. Então, vos servirá de consolo o poderdes dizer-vos uns aos outros: “Nós o amamos e lhe fomos fiéis, enquanto esteve ente nós.” E, para se rirem de vós e fazer que pareçais uns doidos, eles vos dirão: “O Cristo voltou. Ele está aqui. Ele está ali.” Não acrediteis nessas palavras. Não vades, não vos ponhais a seguir esses falsos escarnecedores. O Filho do Homem, depois de ter ido, não voltará mais, senão em seu Dia. E, então, o seu aparecimento será semelhante ao de um relâmpago que fulgura e brilha, de um lado do céu até o outro, e tão velozmente, que vosso olhar nem pode acompanhá-lo. Vós, e não somente vós, mas nenhum homem poderia seguir-me no meu aparecimento final, a fim de recolher a todos os que existiram, que existem e que existirão. Mas, antes que isso aconteça é necessário que o Filho do Homem sofra muito. Sofra tudo. Toda a dor da Humanidade e além disso, seja rejeitado por esta geração.”
“Mas, assim sendo, meu Senhor, Tu terás que sofrer todo o mal, com que será capaz de golpear-te esta geração”, observa o pastor Matias.
“Não. Eu disse: “Toda a dor da Humanidade.” Ela existia antes desta geração, e existirá, por gerações e gerações, depois desta. E sempre pecará. E o Filho do Homem provará todo o amargor dos pecados passados, presente e futuros, até o último pecado, em seu espírito, antes de ser o Redentor. E, alem de sua glória, sofrerá também em seu espírito de Amor. Vós não podeis compreender por enquanto. Vamos agora para aquela casa. Ela é minha amiga.”
E bate a uma porta, que se abre, deixando-o entrar, sem que o porteiro mostre nenhum espanto por causa do número de pessoas que vão entrando atrás de Jesus.


(de Jesus à Valtorta – O Evangelho como me foi Revelado, Vol. 7, pg. 409 a 414)